quarta-feira, 6 de julho de 2011

Vontade de falar... Ou apenas sentir...
Saudade de quando as coisas não seguiam padrões e eu podia viver de intensidade...
Estranho poder falar, mas não conseguir dizer... Sentar e não conseguir escrever é como se metade de mim não existisse...
E talvez não exista.

Foram anos da minha vida vivendo como uma inabalável romântica e as coisas aconteceram de maneira tão errada que eu não enxerguei que era o certo.

Hoje evito me encontrar, conversar comigo, saber de mim, me ouvir, me sentir, porque tudo isso causa dor e descubro diariamente que não sei lidar com essa palavra curta e carregada de experiências!

Já chorei para aliviar... Já chorei pq senti saudade.. Já chorei porque queria comigo... Já chorei pedindo para ir embora... Já chorei implorando para ficar... Já chorei porque eu não queria mais querer... Já chorei porque eu queria querer o que eu não quero... E depois de tanto chorar, só me restou chorar sem lágrimas e eu sempre soube que uma pessoa sem lágrimas não vive... apenas faz uma passagem pelo mundo...

Sou passageira, espero as portas do trem da vida se abrirem para mim e assim eu conseguir descer e ter a certeza de que cumpri a minha passagem, mas que sou livre para voar novamente longe desse meu trem que hoje é lotado de mágoa, incompreensão e amores não-amáveis!

Decidi te deixar, não por fraqueza, mas por respeito... Eu não tenho espaço na sua vida e no meu coração amigo não cabe tanta dor e impotência. Evitemos a obrigação de mantermos aqueles pactos um dia feitos e acreditados e compreendemos que nossas vidas não se completam.

Ah. Quanto tempo não escrevia coisas incoerentes para me resgatar?! Que bom me sentir quase Letícia novamente.

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